Sistema Britânico
A semana que passou trouxe-nos mais uma maioria de Tony Blair, que venceu as eleições Britanicas, no entanto com uma maioria mais reduzida, fruto essencialmente de 2 factores, e ambos externos. Primeiro factor foi toda problemática que envolveu a guerra no Iraque e o segundo foi o processo de integração europeia (novo tratado para uma constituição para a europa).
O Mais curioso, ou nem por isso, é que mesmo com uma margem reduzida em termos percentuais, essa vitória permite a Tony Blair ter a maioria dos lugares no parlamento, facto que deriva do sistema eleitoral maioritário uninominal e não proporcional que vigora em Inglaterra.
Será como diz o Dr. Pedro Lomba, que há que ponderar uma alteração no sistema eleitoral maioritário?. Julgo que neste ponto os ingleses, enquanto povo conservador evitará ao máximo grandes transformações, ainda mais quando estamos perante um sistema que tem permitido uma enorme estabilidade política, facto que não se pode na realidade negar. Por isso, vejo com muita dificuldade tal alteração, ainda mais quando estamos perante um sistema com séculos de existência, baseado no costume.
Os resultados como afirma o supra citado são injustos, mas que preferem afinal os Britanicos? Não parece como referi que haja vontade de mudar, bastando para tal conhecer um pouco da mentalidade Britanica (conservadora, talvez em excesso)
Como refere igualmente o supra citado, Dr. Pedro Lomba, os Ingleses abominam as coligações, e têm algumas razões para isso, bastando olhar para os mais recentes maus resultados de coligações em França e Portugal.
Por tal, tenho duvidas face a um contexto histórico-cultural muito particular e um enquadramento político-ideológico e mental muito específico, que a proporcionalidade seja uma boa solução, poderia ao invés trazer graves problemas. Arrisco-me a dizer que os Britanicos não saberiam viver num tal sistema, sendo que um dos problemas que poderia surgir, seria concerteza a inexperiência que teriam inseridos num tal sistema.
É evidente que um tal sistema a ser implantado, implicaria grandes modificações, em especial teria de provocar grandes alterações nos poderes do monarca, que obrigatoriamente iria ter de se tornar mais interveniente, sob pena de todo o sistema político ruír. Aquilo que se tornaria imperioso seria a dotação do monarca daquilo a que chamamos desde o século XIX de "Poder Moderador" (uma importante herança deixada por Benjamim Constant).
0 Comments:
Enviar um comentário
<< Home